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Ciencia y enfermería

versión On-line ISSN 0717-9553

Cienc. enferm. v. 13 n.2 supl.2 Concepción dic. 2007

http://dx.doi.org/10.4067/S0717-95532007000200008 

 

CIENCIA y ENFERMERÍA XIII (2): 65-78, 2007
ISSN 0717-2079

INVESTIGACIONES

 

ACIDENTES DE TRABALHO NA EQUIPE DE ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL DE ENSINO DO PARANÁ - BRASIL

WORK ACCIDENTS SUFFERED BY NURSING OF A STUDY HOSPITAL IN PARANA - BRAZIL

ACCIDENTES DE TRABAJO EN EL EQUIPO DE ENFERMERÍA DE UN HOSPITAL DE ENSEÑANZA DE PARANÁ - BRASIL

 

IARA APARECIDA DE OLIVEIRA SÊCCO* e MARIA LUCIA DO CARMO CRUZ ROBAZZI**

*  Docente do Curso de Enfermagem na Universidade Norte do Paraná. Mestre em Saúde Coletiva. Doutoranda da Escola de Enfermagem de Ribeiráo Preto - USP, Assessora Técnica da Diretoria de Enfermagem do Hospital Universitario Regional do Norte do Paraná (HURNP/UEL). Brasil. E-mail: iarasecco@sercomtel.com.br
* * Docente Titular da Escola de Enfermagem de Ribeiráo Preto - Universidade de São Paulo, Doutora em Enfermagem. E-mail: avrmlccr@glete.eerp.usp.br


RESUMO

Trata-se de estudo epidemiológico descritivo, de delineamento transversal, cujo objetivo foi analisar os aciden-tes de trabalho típicos (ATTs) registrados pelos trabalhadores de enfermagem segundo as variáveis relacionadas ao tempo, ao espaco e á pessoa e estimar indicadores de risco. Teve como campo um hospital de ensino da região norte do Paraná (HE) e a população constituiu-se do número medio anual de 634,5 profissionais de enfermagem. A coleta de dados deu-se por meio das 392 notificações de acidentes de trabalho do período de 1997 a 2002, entre Comunicações de Acidentes de Trabalho e Notificações de Acidentes de Trabalho com Material Biológico. Para a análise e discussão dos resultados foi preparado banco de dados com a utilização do Programa Epi-Info versão 6.04 C. Como resultados verificou-se que, dos 392 acidentes notificados, 89% (349) foram típicos (ATTs) e apresentaram o Coeficiente de Risco Medio Anual (CRMA) igual a 9,2 acidentes para cada 100 trabalhadores. Os mais acometidos foram os Técnicos/Auxiliares de Enfermagem, com 93,9% (328) dos casos e CRMA de 10,4. Os acidentes envolvendo exposição a materiais biológicos foram os mais presentes, com 64,2% (224) das ocorrências, conferindo CRMA de 5,9; atingiram, principalmente, as mãos dos trabalhadores no manuseio de perfurocortantes. Constatou-se a necessidade de implementação de ações preventivas, com a revisão dos processos de trabalho, implementação das atividades de educação permanente e especial atenção na prevenção de doenças ocupacionais graves como Síndrome da Imunodeficiéncia Adquirida e Hepatite B e C.

Palabras chaves: Acidentes de trabalho, risco ocupacional, enfermagem.

ABSTRACT

The present work is a descriptive epidemiologic study of transverse delineation. Its aim was to analyze typical work accidents (TWAs) reported by nursing employees according to variants in time, space and people, as well as to estimate risk indicators. It was carried out at a study hospital (SH) in the north region of Paraná and the population was made up of an annual average of 634.5 nursing professionals. Data collection was carried out through examination of 392 work accident reports since 1997 until 2002, which included Communication of Work Related Accidents and Notice of Work Related Accidents involving Biological Material. For analysis and discussion of the results, a database was prepared using Epi-info 6.04 C. The results showed that from 392 reported accidents, 89% (349) were typical (TWAs) and presented Annual Average Risk Coefficient (AARC) of 9.2 accidents per 100 employees. The most affected were Nursing Technicians/Assistants, with 93.9% (328) of the cases and AARC of 10.4. Accidents involving exposure to biological materials were the most frequent -64.2% (224) of the reported ones- reaching an AARC of 5.9; they mainly affected the hands of the employees during handling of needles and other sharp objects. It was observed the need for implementation of preventive actions such as revision of work processes, implementation of permanent educational activities and special attention in the prevention of serious occupational diseases such as Acquired Immunodeficiency Syndrome and Hepatitis B and C.

Keywords: Work accidents, occupational risk, nursing.

RESUMEN

Estudio epidemiológico descriptivo, de corte transversal, cuyo objetivo fue analizar los accidentes de trabajo típicos (ATTs) registrados por los trabajadores de enfermería según variables relacionadas al: tiempo, espacio, la persona y a estimar indicadores de riesgo. Fue realizado en un hospital de enseñanza de la región norte de Paraná (HE) y la población se constituyó del universo anual de 634,5 profesionales de enfermería. La recolección de datos se efectuó por medio de las 392 notificaciones de accidentes del trabajo del periodo de 1997 hasta 2002, entre Comunicaciones de Accidentes de Trabajo y Notificaciones de Accidentes de Trabajo con Material Biológico. Para el análisis y discusión de los resultados se elaboró una planilla de datos para la utilización del programa Epi-Info versión 6.04 C. Como resultados se verificó que, de los 392 accidentes notificados, un 89% (349) fueron típicos (ATTs) y presentaron el Coeficiente de Riesgo Mediano Anual (CRMA) igual a 9,2 accidentes para cada 100 trabajadores. Los más afectados han sido los Técnicos/Auxiliares de Enfermería, con un 93,9% (328) de los casos y CRMA de 10,4. Los accidentes producidos por la exposición a materiales biológicos fueron los más frecuentes, con un 64,2% (224) de las ocurrencias, entregando CRMA de 5,9: afectaron, principalmente, las manos de los trabajadores en el manejo de material cortopunzante. Se constató la necesidad de implementación de acciones preventivas, en los procesos de trabajo, con actividades de educación permanente y especial atención en la prevención de enfermedades ocupacionales graves como Síndrome de la Inmunodeficiencia Adquirida y Hepatitis B y C.

Palabras claves: Accidentes de trabajo, riesgo ocupacional, enfermería.


INTRODUÇÃO

Hospitais são estruturas organizacionais complexas, de caráter médico e social, destinadas a prestar servicos de saúde a população, tanto na área curativa quanto preventiva, constituindo-se também em importante centro educacional e de pesquisa em saúde. Elesõestão integrados ão setor terciario da economia no Brasil e o seu adequado gerenciamento é fundamental para o seu bom desempenho, tanto no que diz respeito a qualidade dos serviços prestados ãos usuarios, quanto para o provimento de ade-quadas condições de trabalho para os trabalhadores que ali atuam. E fato que "saúde não tem prego, mas tem çusto".

A atenção a saúde no âmbito hospitalar é um trabalho coletivo, que envolve a atuação de profissionais com saberes e práticas específicas das ciencias da área da saúde e outras áreas administrativas e de apoio técnico e logístico. Os trabalhadores de enfermagem, que no Brasil somam aproximadamente 50% do contingente de profissionais atuantes no setor saúde (Ministerio da Saúde Brasil, 2003), participam desse processo por meio de atividades relacionadas ao cuidado em saúde, intervindo no processo saúde-doença tanto da coletividade, na dimensáo do modelo epidemiológico, quanto do individuo, na dimensáo do modelo médico-assistencial.

Os processos de trabalho da enfermagem hospitalar, a forma como o trabalho de "cuidar da saúde dos outros" é dividido e organizado, conferem danos á integridade física e mental daqueles que provêem esses cuidados, causando-lhes desgastes, de variadas naturezas e que, muitas vezes, trazem transtornos graves com repercussóes pessoais e sociais de expressiva monta. Dentre os principáis problemas decorrentes da atividade laboral desses profissionais estão os acidentes de trabalho (ATs), e o conhecimento dos fatores de risco para essas ocorrências é importante ação de vigilância epidemiológica com vistas ão planejamento e efetivação de medidas preventivas (Silva A., 1996; Valenzuela, Sanhueza, Riquelme e Nuñez, 2002; Sécco, 2002; Marziale, 2003).

De acordó com a legislação brasileira, AT é aquele que ocorre no exercício do trabalho e que traz como conseqüência urna lesáo corporal ou perturbação funcional, com perda ou redução da capacidade para o trabalho, de forma permanente ou temporaria, ou até mesmo a morte. E considerado como acídente de trabalho típico (ATT) aquele que ocorre durante o desempenho laboral, como acídente de trajeto o que se dá durante o deslocamento entre a residencia e o local de trabalho, como doença profissional aquela que foi produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho inerente a atividade, e, como doença do trabalho a adquirida ou desencadeada por condiçõesõespeciáis em que o trabalho é realizado e que com ele se relacione. Todo AT deve ser registrado na instancia previdenciária competente, utilizando a Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT) para este fim (Lei n. 8213, Brasil, 1991).

Os riscos ocupacionais a que os trabajadores de enfermagem estão expostos no contexto do processo de trabalho hospitalar são denominados de riscos físicos, biológicos, químicos, mecânicos, fisiológicos e psíquicos (Silva, 1996a).

Os riscos biológicos tém especial importancia para os trabalhadores de enfermagem em razáo do contato com sangue e outros fluidos corporais potencialmente infectantes, que po-dem incorrer em doenças graves como a Hepatite B, Hepatite Cea Síndrome da Imunodeficiéncia Adquirida (AIDS). O risco de infecção pós-exposição ocupacional a material biológico, para exposição percutânea, é de 0,3% para o virus da Imunodeficiéncia Adquirida (HIV), de 6 a 30% para o virus da Hepatite B (HBV) e de 1,8% para o virus da Hepatite C (HCV) (Meló etal, 2004). Os riscos mecânicos estão presentes no manuseio e transporte de pacientes obesos, na contenção de pacientes agressivos, no manejo e transporte de materials e equipamentos volumosos e pesados. Os riscos fisiológicos expressam-se no trabalho diuturno, ñas longas jornadas empé, pouco tempo para ir ao banheiro, no duplo em-prego. Os riscos físicos estão presentes no contato com as radiações, nos ruidos excessivos, nos problemas com a iluminação e altas temperaturas. Os riscos químicos são encontrados no contato com desinfetantes, produtos farmacéuticos diversos; quimioterápicos. Por fim, os riscos psíquicos são provenientes do contato com a dor e com o sofrimento, no clima organizational desfavorável, nos baixos salarios, no desprestigio profissional, na resistência necessária a se manter no emprego (Bulhóes, 1994; Sécco, 2002; Silva, 1996).

A despeito de todas as dificuldades, é fato que os hospitais devem empreender esforcos no sentido de melhorar as condições de trabalho dos profissionais e, conseqüentemente, contribuir para a melhora na assisténcia á saúde prestada ãos seus clientes. No Brasil, entre as normatizações que se aplicam diretamente a este objetivo, tem especial importancia a nova Norma Regulamentadora N° 32, que aborda as necessárias transformações das condições de trabalho no setor saúde (Robazzi e Marziale, 2004; Robazzi e Barros Júnior, 2005).

O estudo dos ATs que acometem os trabalhadores de enfermagem e, de maneira particular os ATTs, apresenta-se como importante instrumento de vigilância epidemiológica, devendo respaldar o planejamento e gerenci-amento dos servicos de saúde no provimento de condições dignas de trabalho para aqueles que constroem essa realidade. Este interesse justificou a realização da presente investigação.

OBJETIVO DO ESTUDO

Analisar o perfil epidemiológico dos ATTs ocorridos entre os trabalhadores de enfermagem registrados no hospital de ensino segundo: tipo, função exercida pelo acidentado, natureza do acidente, parte do corpo atingida, natureza da lesáo, atividade desem-penhada no momento do infortunio, hora e número de horas trabalhadas até o momento da ocorrência;
Estimar os indicadores de risco para os eventos.

MATERIAL E METODOS

Trata-se de um estudo descritivo, de delineamento do tipo transversal não controlado, sob o referencial teórico da epidemiología clássica. Teve como campo um hospital de ensino da regiáo norte do Paraná (HE), que caracterizare como hospital geral, terciario, público, com o total de 289 leitos. A população cons-tituiu-se de trabalhadores de enfermagem, com número medio anual de 634,5 profissionais, ñas categorías de enfermeiro, técnico, auxiliar e atendente de enfermagem. Os dados fo-ram coletados das 392 notificações de ATs registrados por meio das CATs e das Notificações de Acidentes de Trabalho com Material Biológico (NATMBs), no período de 1997 a 2002. Quanto as NATMBs, estas foram utilizadas de 1998 a 2002, ou seja, desde a implantação do Programa de Acidentes de Trabalho com Material Biológico (PATMB) na Instituição.

Os Coeficientes de Risco (CRs) apresenta-dos referiram-se a razáo percentual entre o número de acidentes ocorridos no mesmo local e período de tempo e o total de pessoas expostas as ocorrências (Laurenti, Mello Horge, Lebráo e Gotlieb, 1998). Designou-se como Coeficiente de Risco Medio Anual (CRMA) a media dos CRs dos seis anos do estudo e Razáo de Risco Media Anual a media da Razáo de Risco do mesmo período (CRMA1/CRMA2 = RRMA) para as variáveis possíveis de quantificação. Para a análise e discussão dos resultados foi preparado um banco de dados com a utilização do Programa Epi-Info versáo 6.04 C e da Planilha Microsoft Excel 2000, serie Windows (Microsoft, 1999). O estudo foi aprovado pelo Comité de Etica em Pesquisa do HE, conforme preconizado pela Resolução N° 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (Ministerio de Saúde, 1996).

RESULTADOS

As 392 notificações de ATs sofridos pelos trabalhadores de enfermagem entre os anos de 1997 a 2002 representaram 54,7% dos 717 acidentes notificados em todo o hospital no referido período. Enquanto o CRMA do grupo dos trabalhadores de enfermagem foi estimado em 10,3 acidentes para cada 100 trabalhadores, o CRMA dos demais grupos foi estimado em 5,0 para cada 100 trabalhadores. A RRMA entre os trabalhadores de enfermagem apresentou o valor de 2,1 (10,3/5,0), ou seja, o risco desse pessoal acidentar, embora represente apenas 37,1% do contingente do HE, é o dobro do risco de todos os outros trabalhadores, confirmando a relevancia do problema.

Os ATTs apresentaram a maior freqüência dos ATs e os maiores CRs, totalizando 89,0% (349) das notificações e CRMA de 9,2, mostrando queda expressiva no último bienio. Quanto ão diagnóstico de doença profissional foi registrado em 1 (µm) caso de tubercu-lose pulmonar em 2001 e 16 casos no ano de 2002, sendo estes referentes a surto de escabiose norueguesa que acometeu os profissionais de enfermagem, o que totalizou 4,3% (17) dos registros para o período estudado e aumento crescente dos CRs. A Figura 1 apresenta a evo-lução anual dos CRs, de acordó com a classificação dos ATs.


Figura 1. Distribuição do CR anual das notificações de ATTs da equipe de enfermagem do HE, segundo o tipo, de 1997 a 2002. Londrina, 2005.

A Tabela 1 apresenta as características dos ATTs ocorridos entre os trabalhadores de enfermagem nos anos do estudo, ano a ano, conforme a proposta do estudo. Verificou-se que os técnicos/auxiliares foram os mais acometidos em todos os anos do estudo, responden-do por 93,9% (328) dos casos e CRMA de 10,4. Quanto a razáo RRMA destes em rela-ção ãos enferme iros, o valor estimado foi de 3,5 (10,4/3,0), o que equivale dizer que o risco foi aproximadamente quatro vezes maior para a ocorrência de ATTs para os técnicos/ auxiliares quando comparado com os profissionais de enfermagem. Na classificação dos ATTs, com relação a natureza do acidente, verificou-se que os casos de ATMBs estiveram presentes em 64,2% (224) das ocorrências, conferindo CRMA de 5,9. Os ATMBs mostraram-se de grande relevancia para a equipe em relação a todos os demais ATTs, sendo confirmado pelos resultados da RRMA que foi estimada em 1,8 (5,9/3,3). Portanto, o risco da ocorrência de um ATMB foi em torno de 80% maior do que a ocorrência de qual-quer outro tipo de acidente no desenvolvi-mento da atividade laboral de enfermagem.


Os impactos deram-se em 13,2% (46) dos eventos, confer indo CRMA de 1,2. Foram eventos ocorridos em manuseio de equipamentos, pelo impacto do corpo com o mobiliario em ambientes com espaco exiguo, entre outros. Dois dos casos foram ocasionados por agressão de paciente com agitação psicomotora ão trabalhador de enfermagem.

Em relação a parte do corpo atingida, verificou-se que as máos dos trabalhadoresões-tiveram mais expostas a ATTs em todos os anos do estudo, totalizando 70,5% (246) dos casos e CRMA anual igual a 6,5, o que não difere da realidade dos ATTs em todas as de-mais áreas produtivas. A RRMA dos acidentes envolvendo as máos dos trabalhadores com relação as demais partes foi de 2,4 (6,5/2,7), ou seja, mais que o dobro, o que reforca a relevancia do problema no contexto dos ATTs na enfermagem (Tabela 1; Figura 2).


Figura 2. Notificações de ATTs da equipe de enfermagem segundo a área do corpo atingida no acidente, de 1997 a 2002. Londrina, 2005.

Chama a atenção que em 11,7% (41) dos acidentes os olhos foram acometidos e em 85,4% (35) destes houve contato direto com materials biológicos; em 13 casos (37,1%) houve contato com sangue, sendo 2 por paciente soropositivo para HIV e outro para o HVB; em 3 casos (8,6%) a mucosa ocular foi atingida por secreção pulmonar e em outros tres (8,6%) houve respingo de urina de paciente.

As lesões com perfurações foram as mais freqüentes entre os trabalhadores de enfermagem do Hospital, estando ligadas diretamente ao manuseio de agulhas tanto na assistência direta ãos pacientes quanto nas tarefas de preparo de materials e descarte das mesmas. Do total de 349 ATTs ocorridos, 169 (48,4%) foram provocados por agulhas hipodérmicas, sendo que em 14 eventos (8,2%) estas haviam sido utilizadas em portadores de HIV; em um caso em paciente portador de HCV e HIV, simultâneamente, e em um caso em paciente portador de HCV.

O CRMA igual a 5,0 foi o encontrado para as lesões com perfurações nas máos do trabalhador. A RRMA estimada entre os casos de lesões por perfuração em relação as lesões por corte, segundo tipo de agravo mais freqüente notificado, apresentou o valor de 4,2 (5,0/1,2), o que demonstra a relevancia deste tipo de acidente para o pessoal de enfermagem.

Lesões osteomusculares ocorridas em razão dos ATTs deram-se em 28 casos de contusão, 1 caso de fratura, 7 de entorse, 4 de luxação, 4 de distensáo muscular. Somaram 12,3% (43) dos casos de ATTs, cujo CR foi estimado em 1,1.

No que se refere a atividade desenvolvida no momento do acidente, os resultados demonstraran! que aquelas que apresentaram maior risco foram aquelas relacionadas aos procedimentos de enfermagem na assisténcia direta ãos pacientes, como era esperado. A freqüência apresentada foi de 35,2%, conferindo assim o CRMA de 3,2.

O expressivo número de ocorrências de acidentes no manuseio de materials contaminados nas atividades de processamento de instrumental e reutilizáveis, como os desenvolvidos nas salas de desinfecção de materials dos setores e do Centro de Material, totalizaran! 13,8% (48) das ocorrências, conferindo CRMA de 1,3, tendo a mesma expressão que o CR das tarefas de punção venosa, já reconhecidas como atividades de alto risco para ATTs para o pessoal de enfermagem (Tabela 2).


Os trabalhadores de enfermagem realizam tores de turnos ininterruptos, totalizando seis jornada de trabalho de 36 horas semanais. Em horas diarias (manhá, das 7 as 13 horas e ta-torno de 60,5% (384) do pessoal atua emse- de, das 13 as 19 horas) comumplantão de 12 horas no sábado ou domingo (7 as 19 horas); 31,1% (198) no sistema de turnos noturnos de 12 horas com 36 horas de descanso (das 19 as 7 horas). Os demais 8,4% (53) permanecerán! lotados em setores do horario diurno de 8 horas, de segunda a sexta-feira, tais como os ambulatorios, setor de radiologia e quimioterapia (Hospital, 2004).

Os resultados relativos a hora conhecida da ocorrência do acidente mostraram que a maioria dos eventos deu-se entre 9,10,12,15, 16, 18, 22 e 6 horas. Chama a atenção o fato de que os horarios que antecedem a passa-gem de plantão apresentaram elevação no número de ocorrências (12, 18 e 6 horas). Observou-se que 72,3% (240) dos eventos atingiram os trabalhadores do período diurno. Em 27,7% (92) dos acidentes os acometidos atuavam no turno da noite e, em apenas 7,4% (26) dos casos, os acidentados atuavam em unidades com turnos de 8 horas.

A maioria dos casos de ATTs ocorreu entre a terceira e a quinta hora trabalhada do turno diurno e entre a terceira e a quarta hora do noturno. O turno da noite apresentou menores números de notificações ñas horas mais avancadas, exceto as 2 horas da manhã. Contudo, entre 5 e 6 horas, ão término do turno, a situação se reverteu, aumentando as ocorrências.

DISCUSSÃO

Hospitais são tidos pela sociedade como pro-vedores de saúde para a população, em diferentes níveis de complexidade. Contudo, são importante fonte de riscos para os seus trabalhadores. No contexto do trabalho hospitalar, a equipe de enfermagem está particularmente exposta e, conseqüentemente, mais vulnerável a infortunios, uma vez que a característica da profissão é a assisténcia direta ãos pacientes, o cuidado de enfermagem. Estimar os indicadores de risco é fundamental para o adequado acompanhamento desta situação, numa tarefa de "vigilia" e "ação" constantes.

Os resultados do presente estudo corroborar am os apresentados por outros autores, que confirmaram a relevancia dos acidentes que acometem esses trabalhadores no contexto dos hospitais e, portante, devem ser merecedores de atenção no que se refere á revisáo dos processos de trabalho e implementação de medidas preventivas (Oliveira, Makaron e Morrone, 1982; Monteiro, Carnio, Alexandre, 1987; Benatti, 1997; Tomasina e Gómez Etchebarne, 2001; Brevidelli e Cianciarullo, 2002; Sécco, Robazzi, Shimizu e Rubio, 2005).

Na equipe de enfermagem, a expressiva maioria de ATTs em relação ãos de trajeto e doenças profissionais ficou dentro do esperado, uma vez que este mesmo cenário se apre-senta ñas estatísticas oficiáis do Ministerio da Previdencia Social no Brasil, assim como em outros estudos que investigaran! estes eventos na enfermagem (Silva, 1998; Benatti, 1997; Marziale, 2003; Valenzuela, Sanhueza, Riquelme & Nuñez, 2002; Ministerio da Previdencia Social, Brasil, 2005).

Quanto á diminuição do CR dos ATTs no último bienio do estudo, é possível inferir que este resultado esteja relacionado com a me-lhora nos processos de trabalho e/ou com a prevenção dos acidentes, produto de trabalho de capacitação realizado por unidades educativas da Instituição, tais como a Comis-sáo de Controle de Infecção Hospitalar, Co-missão Interna de Prevenção de Acidentes, Seção de Educação e Pesquisa.

Contudo, é possível que seja uma reação á implantação do PATMB, em 1998. Este, num primeiro momento, pode ter sido o elemento propulsor do maior número de notificações de ATMB no período entre 1998 e 2000, con-tribuindo para o aumento dos CRs para os anos respectivos. Verificou-se, no seu desenrolar, que o Programa trouxe dificuldades para o processo de registro dos eventos, com aumento da burocracia, problemas no fluxo de atendimento médico, laboratorio, farmacia, até o atendimento no órgáo do Sistema de Saúde Pública encarregado de dar continuidade ao tratamento. Estes problemas podem estar associados, ainda, a outros já conhecidos, relacionados a dificuldade de adesão a quimioprofilaxia pós-exposição ocupacional, tema estudado por diversos pesquisadores brasileiros (Almeida, 2003; Bálsamo, 2002; Mióla, 2005; Sailer, 2004).

Os resultados mostraram que os técnicos/ auxiliares de enfermagem foram os que apre-sentaram maiores CRs para ATTs em todos os anos do estudo, situação já esperada dada a maior proximidade desses trabalhadores com os pacientes, na assisténcia direta. A eles são atribuidas as tarefas de higienização e conforto, administração de medicamentos, processamento de materials, manuseio e transporte de equipamentos, desinfecção e preparo e esterilização de materials cirúrgicos e instrumentáis diversos, entre outras do "fazer em enfermagem" (Benatti, 1997; Brandi Benatti e Alexandre, 1998; Sarquis, 1999; Silva, 1998).

Estudos esclareceram que os enferme iros, tal como na presente investigação, ficam preservados das ocorrências de ATTs por esta-rem mais distanciados do cuidado, em razão das tarefas gerenciais que a eles são atribuidas (Benatti, 1997; Sarquis, 1999; Silva V., 1996). Outra possibilidade, e para justificar estes resultados, é a proposição de que os enfermeiros, detentores de maior capacitação técnico-científica estariam menos sujeitos as ocorrências (Marziale, 2003; Silva, 1998). Contudo, verificou-se que os ATs que acome-teram os enfermeiros deram-se ñas unidades em que estes tém maior contato com os pacientes, realizam assisténcia direta, como as Unidades de Emergencia e de Tratamento Intensivo, sinalizando que o diferencial possa estar ligado ão tipo de tarefa desenvolvida e não necessariamente a função.

Destaca-se que os atendentes, por impedimentos legáis em razáo da menor qualificação profissional, foram impedidos de prestar atendimento direto ãos pacientes e de realizar tarefas de enfermagem de maior complexidade, o que, possivelmente, tenha contribuido para a diminuição dos índices de risco ocupacional entre eles (Decreto n. 94.406, Brasil, 1987).

As mãos dos trabalhadores de enfermagem foram a parte do corpo que incorreu em maiores riscos para os ATTs, reafirmando o quanto a atividade tem caráter manual. Assim como em todos os estudos que se ocuparam desta avaliação, ficou demonstrado o quanto esse caráter é expressivo na atividade de prestação de assisténcia nos serviços de saúde (Silva, 1998; Jansen, 1997; Brandi et al.,1998; Marziale, 2003; Marziale e Robazzi, 2004).

Os trabalhadores de enfermagem foram acometidos, de maneira hegemônica, por ATMB, o que reforca a necessidade de atenção especial a todos os processos de trabalho que incorrem em riscos biológicos. A maioria das exposições teve como elemento causador as agulhas hipodérmicas. Tais situações, muitas vezes, são consideradas inerentes a profissão, sendo subestimadas pelos trabalhadores de enfermagem. São ocorrências relacionadas as atividades de punções venosas, administração de medicamentos, retirada de venóclises, descarte no lixo perfurocortante, desinfecção de instrumental cirúrgico, organização e limpeza de mesas cirúrgicas, entre outros.

Faz-se necessário considerar também o agravante de acidentes provocados por agulhas deixadas inadvertidamente em meio a campos cirúrgicos, misturados ão material nos paco tes de curativos, e que terminampor ferir o trabalhador, os quais, mesmo utilizando equipamento de proteção individual, aca-bam se acidentando. Em que pese a realiza-ção de programas educacionais ñas instituições, o fato é que o problema dos materials perfurantes e cortantes persiste entre os trabalhadores de enfermagem, de maneira bastante expressiva.

Os dados revelam que, aparentemente, a prática de reencape de agulha tem se mostrado com valores diminuidos nos últimos anos com relação a outros estudos já realizados no HE, o que leva a crer que as novas técnicas estão incorporadas a prática do pessoal de enfermagem.

0 segundo tipo de agravo com maior indicador de risco foram os problemas osteo-musculares como contusões, entorses ou torções que também se fizeram expressivos neste estudo, assim como em outras investi-gações (Benatti, 1997;Jansen, 1997;Marziale, 2003; Parada, 2002; Silva, 1998). São conse-qüência da necessidade de mobilização e transporte de pacientes obesos, de quedas sofridas em pisos escorregadios, da localização de materials e equipamentos em armarios altos, do espaco exiguo para mobiliarios. Digno de nota é que, ão contrario das perfurações, as dores na coluna advindas de movimentos bruscos, necessidade de segurar um paciente, com forca, para que não caia, as quedas, os impactos sofridos, apresentam-se de maneira mais intensa no corpo do trabalhador, que acaba sendo impelido a registrar o fato pois, muitas vezes, o acidente o impossibilita de trabalhar.

Os resultados evidenciaran! que os horarios imediatamente anteriores a passagem de plantão (6, 12 e 18 horas) apresentam maiores riscos, possivelmente pela maior intensidade do trabalho visando o término das tarefas. Contudo, no momento da troca de turnos, da denominada passagem de plantão, as 7, 13 e 19 horas, observou-se menores freqüências de ATTs, o que, possivelmente, reflita a desaceleração do ritmo e volume de trabalho. Os horarios compreendidos nos turnos da manhá e da tarde mostram que o trabalho permanece intenso em todo o período subseqüente a estes horarios, possivelmente em razáo do movimento do PS, CC, procedimentos diversos e transporte de pacientes para exames. As prime iras horas da noite apresentam maior intensidade de trabalho também no PS e ñas unidades de internação por causa do retorno dos pacientes do CC, como também devido as tarefas de administração de medicamentos que se dáo nesse horario visando diminuir seu volume durante o período noturno para evitar que o paciente seja incomodado durante o sono.

O quanto o trabalho noturno em hospitals é nocivo para a saúde do trabalhador de enfermagem é temática para muiros estudiosos. Em que pese a importancia desse profissional para os pacientes, é fato que o trabalho noturno interfere no ritmo biológico dos trabajadores, no seu estado de alerta cuja perda torna-se importante fator de ATs (Bulhões, 1994).

Ponto importante a ser observado na aná-lise do número de horas trabalhadas até a ocorrência do acidente é a sobrecarga de atividades desenvolvidas em outros servicos, ou até mesmo as atividades do lar, tão marcantes para as mulheres. O que se registra ser a segunda ou a terceira hora trabalhada em um hospital, na verdade pode ser a 14a ou 15a hora de atividade do trabalhador, marcada por urna previsível fadiga, por reflexos diminuidos, pelo sonó, pela irritabilidade e outros fatores que, indubitavelmente, podem incorrer em riscos não só para os profissionais mas também para os pacientes atendidos.

Em síntese, observou-se que as realidades do trabalho de enfermagem diferem muito de acordó com a maneira como é realizado e como estão constituidas as equipes, sendo necessário conhecé-las para identificar os riscos e, conseqüentemente, estabelecer cargas específicas de trabalho, bem como desenvolver estrategias preventivas adequadas.

CONSIDERAÇÕES FINÁIS

A presente investigação dos ATTs possibilitou estimar indicadores de risco para as ocurrencias, ano a ano, considerando-se que estes são importantes instrumentos de vigilância epidemiológica para o Hospital e todas as instancias interessadas na preservação e promoção da saúde do trabalhador de enfermagem.

Os achados evidenciaran! que os ATTs apresentaram-se hegemônicos em todos os anos, sendo que os técnicos/auxiliares de enfermagem foram os que apresentaram maiores CRs, possivelmente em razáo da proximidade conferida pela assisténcia direta ãos pacientes.

Os ATMBs foram os que apresentaram maiores indicadores de riscos, sendo que as máos acometidas por perfurações foram as lesões de maior risco, tendo as agulhas papel de destaque como causa das mesmas. O período diurno e primeiras horas do noturno mostraram maior freqüência de ATTs, especialmente no PS, CC e Unidade de Terapia Intensiva Adulto.

Ressalta-se a importância de medidas preventivas por meio de estrategias educativas e revisáo dos processos de trabalho para prevenir os acidentes. Igualmente importante é o acompanhamento da situação de saúde dos trabalhadores de enfermagem pelo Serviço de Medicina Ocupacional, levando-se em conta as peculiaridades do envelhecimento desta população, assim como as características de suas condições de vida.

A saúde do trabalhador de enfermagem deve tratar-se de interesse dos trabalhadores, das entidades de classe, dos sindicatos, dos empresarios e gestores dos servicos, das escolas de enfermagem, e, sobretudo, dos usuarios dos servicos que, espera-se, sejam os pri-meiros a buscar atendimento por pessoas em condições dignas de trabalho e de vida, que tenham capacidade efetiva de realizar um trabalho de qualidade, pautado na responsabili-dade, na competencia técnico-científica e na ética.

 

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Fecha recepción: 16/03/06. Fecha aceptación: 30/10/07.