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Parasitología latinoamericana

versão On-line ISSN 0717-7712

Parasitol. latinoam. v.63 n.1-2-3-4 Santiago dez. 2008

http://dx.doi.org/10.4067/S0717-77122008000100014 

Parasitol Latinoam 63: 76 -80, 2008 FLAP

COMUNICACIÓN

Primeiro relato de Cryptosporidium spp. em emas (Rhea americana) cativas de zoológico no Brasil

FIRST REPORT OF Cryptosporidium spp. IN CAPTIVE RHEAS (Rhea americana) IN A BRAZILIAN ZOO

 

RODRIGO LUDWIG*, e SANDRA MÁRCIA TIETZ MARQUES**

* Ciencias Biológicas, Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil.
** Laboratorio de Protozoologia, Departamento de Patologia Clínica Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinárias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.

Correspondencia a :


RESUMO

Este estudo objetivou avahar a ocorrência de oocistos de Cryptosporidium spp. em emas (Rhea americana) cativas no Parque Zoológico da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, sul do Brasil. Foram identificados oocistos de Cryptosporidium spp. em esfregaços de fezes de emas e em amostras de agua, coradas pela técnica de Ziehl-Neelsen modificada. A análise morfométrica dos coccídeos revelou pequeños oocistos esféricos medindo, em media, 4,91 um X 4,91 \im e relação comprimento/largura de razão 1. A confirmação da prêsera de oocistos ñas amostras de fezes e de agua é relevante pelo potencial de transmissão e manutenção da criptosporidiose em hospedeiros susceptíveis. Este é o primeiro relato de Cryptosporidium spp. em R. americana no Brasil.


The aim of this study was to evaluate the occurrence of Cryptosporidium spp. oocysts in common rhea (Rhea americana) living in captivity in the zoological park of the Zoobotanical Foundation of the State of Rio Grande do Sul, southern Brazil. Cryptosporidium spp. oocysts were detected in fecal smears of common rhea and in water samples by using the modified Ziehl-Neelsen staining method. The morphometric analysis of coccidia revealed small spherical oocysts, measuring, on average, 4.91 [im x 4.91 fim, and a length/width ratio of 1. The detection of Cryptosporidium spp. oocysts in fecal and water samples is important as it can indicate the transmission and maintenance of cryptosporidiosis in susceptible hosts. This is the first report of Cryptosporidium spp. in R. americana in Brazil.

Key words: Cryptosporidium spp., oocysts, common rhea, zoo, Brazil.


 

INTRODUÇÃO

Emas (Rhea americana) são aves típicas da fauna brasileira e da América do Sul, habitam regiões de campos e savanas. Pertencem a Ordem Rheiforme, Familia Rheidade e ão Gênero Rhea. No Brasil, as especies mais freqüentes são a Rhea americana americana1, encontrada no norte do Paraná, regiões Nordeste, Centro-õeste e Sudeste do Brasil e a Rhea americana intermedia. encontrada nos três estados da região Sul2. E urna ave pernalta de grande porte, considerada a maior ave brasileira, pertencente ão grupo das Ratitas - não voadoras. É um animal da fauna silvestre nativa, controlado e protegido por órgão governamental, que define e regulariza as normas para criação, além de proibir a caça.

Os parásitos são agentes patogênicos importantes, porém pouco se conhece sobre a sua distribuição ñas populacões silvestrês. Protozoários do gênero Cryptosporidium são coccídeos zoonóticos obligatorios que parasitam as células intestinais e do trato rêspiratorio, são cosmopolitas e infectam cerca de 170 especies animáis. São reconhecidas, até o momento, 18 especies e 40 genotipos3. Os oocistos podem ser transmitidos entre hospedeiros susceptíveis através do contato fecal-oral ou ingestão de agua e alimentos contaminados4.

Infeccões por Cryptosporidium spp. já foram detectadas em mais de 30 especies de aves de diferentes Ordens5,6. As especies de Cryptosporidium relatadas são C. meleagridis, C. baileyi e C. galli sendo, recentemente, detectadas em pessoas com ou sem comprometimento do sistema imunológico7. Em Ratitas, o gênero Cryptosporidium não teve ainda o seu status estabelecido89.

Diversos zoológicos, parques de conservação e centros de reabilitação da vida selvagem tém demonstrado preocupação em relação a prêsera e o grau de contaminação de suas colecões de animáis. O ambiente de zoológico, devido á concentração de diferentes especies animáis em espaços rêstritos, associado ão estrêsse do cativeiro e o contato direto com o homem, torna susceptível a infecção por Cryptosporidium spp. 10. Exemplos são os relatos da criptosporidiose nos Zoológicos de Lisboa, Barcelona, Praga, Japáo e Argentina1013.

Por não ser exclusiva de países em desenvolvimento e por figurar no Programa de Doencas Negligenciadas da Organização Mundial da Saúde (OMS), a criptosporidiose torna-se urna protozoose com implicacões legáis para as autoridades de Vigilancia Sanitaria, devido ão seu impacto em Saúde Pública. Entretanto, o impacto sanitario e econômico desta zoonose ainda é indeterminado, principalmente porque alguns reprêsentantes do gênero Cryptosporidium não são especie-específicos e facultam risco de transmissão parãoutros animáis e para humanos9.

O Parque Zoológico da Fundação Zoobotánica do Rio Grande do Sul foi aberto ão público em 1962 e é urna das unidades de conservação mais visitadas do País; anualmente cerca de 600 mil pessoas visitam o local. São 160 hectarês de área aberta á visitação pública. O acervo de reptéis, aves e mamíferos é formado por 1.013 animáis, incluindo especies nativas e ameaçadas de extinção14. O Parque Zoológico é urna instituição que manejae exibe colecões de animáis silvestrês vivos em ambientes que visam reconstituir as condicões que cada especie encontraría no ambiente natural, de acordó com a legislação proposta por órgáo governamental, para a sobrevivencia, reprodução e bem estar, com vistas á conservação, pesquisa, educação e lazer

Este estudo objetivou investigar a ocorréncia de oocistos de Cryptosporidium spp. em emas rêsidentes no Parque Zoológico da Fundação Zoobotánica do Rio Grande do Sul e na agua do lago do recinto onde vivem estes animáis. O Parque localiza-se na regiáo Metropolitana da Grande Porto Alegre, coordenadas 29°48'05.28" S e 51°09'58.87" O, no municipio de Sapucaia do Sul, regiáo Sul do Brasil.

MATERIAL E MÉTODOS

As amostras fecais pertenciam a emas adultas de ambos os gêneros, que aparentavam bom estado sanitario e nutricional no período do experimento. O recinto que abriga estes animáis é muito ampio, área total de 8 ha, que se caracteriza pela prêsera de mata densa e por um lago que corre para outras áreas do Parque. Juntamente com as emas, habitam no local algumas capivaras, gansos, patos e urna anta.

Duas vezes por mes, entre marco e maio de 2008, foram coletados "pools" de amostras fecais de 23 emas, totalizando seis "pools" no período de três meses. Imediatamente após a defecação, fez-se o recolhimento das fezes do solo, o acondicionamento em frascos coletorês e a marcação do animal com spray, evitando repetição da amostra em cada seção de colheita. As amostras fecais foram homogeneizadas no frasco coletor antes da execução dos esfregaços. A quantidade de individuos amostrados por «pool» dependeu do número de animáis que defecaram no momento da colheita. Os seis "pools" variaram em número de individuos amostrados, de acordó com os valorês listados a seguir: pool 01 = 13; pool 02 = 18; pool 03 = 15;pool 04 = 16;pool 05 = 14; pool 06 = 12. Realizaram-se esfregaços fecais em láminas de vidro, os quais foram secos á temperatura ambiente; em seguida, fixados em álcool absoluto por cinco minutos. No laboratorio os esfregaços fecais foram corados pela técnica de Ziehl-Neelsen modificada (ZNm)15 e observados em microscopio óptico (modelo OLYMPUS CX40, Japan), em aumento de 1.000 X (fator de correção de 3,6).

Do lago existente no recinto, foi coletada amostra de agua da margem e acondicionada em frasco de vidro esterilizado, com capacidade de 1 litro. No laboratorio, o volume total foi alicotado em tubos de ensaio de 10 mi, centrifugados por 10 minutos a 3.000 rotacões por minuto em centrífuga (modelo ECONO-SPIN, marca DU PONT). Os sobrenadantes foram desprezados após centrifugação. Os sedimentos obtidos em cada tubo de ensaio foram colocados juntos em um novo tubo de 10 ml e centrifugados até a redução do volume, em sucessivas centrifugacões. O material decantado da última centrifugação foi pipetado em láminas de vidro e colocado em estufa para a secagem. Posteriormente, as láminas foram submetidas a técnica de coloração de ZNm, similar ãos esfregaços fecais.

A análise morfométrica (T) dos oocistos foi obtida através da mensuração com ocular micrométrica (modelo ERNST LEITZ, marca Wetzlar, Germany), acoplada ão microscopio óptico, levando-se em conta as medidas de comprimento (C) e largura (L), aplicando a fórmula T= C/L (im)16.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Através da confecção de esfregaços de fezes corados pela técnica de Ziehl-Neelsen modificada, póde-se constatar a prêsera de oocistos de Cryptosporidium spp. (Figura 1). Do total de seis "pools", dois aprêsentaram oocistos. A prêsera de oocistos de Cryptosporidium spp. nestas amostras pode sugerir a manutenção da infecção, porque um mesmo animal infectado poderia ter colaborado com fezes nos dois grupos positivos. Viés inevitável, pela impossibilidade de isolar, em locáis distintos, as emas que já haviam participado do experimento em colheitas anteriorês.


A análise morfométrica revelou pequeños oocistos esféricos medindo, em media, 4,91 μm X 4,91 um e relação comprimento/largura de razáo 1. Estes valorês se assemelham ãos descritos em avestruzes africanos importados pelo Canadá, com medida de 4,0-6,1 μm X 3,3-5,0 μm8. Oocistos em fezes de aves infectadas na República Tcheca aprêsentaram medias de 6,2 X 4,6 μm para C. baylei, 5,2 X 4,6 μm para C. meleagridis e 8,3 X 6,3 μm para C. galli11. Oocistos ¿solados de avestruzes no Brasil e submetidos á análise morfométrica mediram 6,0 X 4,8 μm (5,0-6,5 X 4,2-5,3) com razão de 1,3118.

As láminas obtidas da amostra de agua foram positivas para oocistos de Cryptosporidium spp. O tamanho medio dos oocistos foi de 4,93 μm X 5,25 μm e relação comprimento/largura de razáo 1,06. Os oocistos medidos se encontram dentro dos limites do índice, de 1 a 1,4,19.

Os coccídeos são, do ponto de vista econômico e sanitario, o mais importante grupo entre os protozoários. Em Ratitas, referencias em relação á criptosporidiose ainda são escassas. O único relato de emas parasitadas por Cryptosporidium spp. ocorreu na Espanha, com 60% de prevaléncia em animáis de criatórios comerciáis9. Em avestruzes, aves que pertencem ão mesmo grupo das emas, a criptosporidiose também já foi registrada, porém as especies ainda não foram determinadas20,21.

As condicões de saúde, em determinadas populacões, requerem melhorias em seu monitoramento, para avaliacões precisas de seus impactos. A aplicabilidade da técnica de esfregaco fecal em servicos de saúde veterinaria, saúde ambiental e controle epidemiológico, deveriam ser apreciados, principalmente, por se tratar de urna alternativa simples para detecção da criptosporidiose. Além de ser urna técnica diagnóstica de baixo custo e rápida de ser executada.

Existem outras metodologias de diagnóstico, mas devido ão alto custo tornam-se rêstritas a laboratorios com alta tecnología, que priorizam trabamos de pesquisa e identificação de novas especies e genotipos. Embora, nestes casos, a utilização de esfregaços de fezes também seja urna ferramenta útil, porque pode discriminar animáis positivos previamente, reduzindo custos e tempo na identificação de amostras positivas22,23.

A constatação da prêsera de oocistos de Cryptosporidium spp. é o primeiro passo para a detecção do foco zoonótico deste parásito24. No entanto, o grande desconhecimento da criptosporidiose como doenca emergente e zoonótica, seus fatorês epidemiológicos e a ausencia de tratamento específico em todas as especies hospedeiras25, dificulta o combate desta parasitose.

Apesar do pequeño tamanho amostral deste estudo, a prêsera de oocistos de Cryptosporidium spp. ñas amostras fecais de emas ratifica que estes animáis são hospedeiros e podem contribuir, juntamente com os oocistos encontrados na agua, para a disseminação e contaminação ambiental. Além disso, o potencial zoonótico da criptos-poridiose ganha maior importancia porque estes animáis mantém contato com humanos em seu manejo e habitam um recinto formado por especies mistas, dividindo o espaco com outros animáis. O fato do lago deste recinto formar um curso d'água, que corre para outras áreas do Parque, torna-se um agravante na disseminação dos oocistos, por se manterem estáveis por longos períodos e serem rêsistentes ãos mais variados métodos de tratamento de agua. Desta forma, a via hídrica pode funcionar como urna facilitadora na disseminação dos oocistos, podendo atingir grande número de hospedeiros susceptíveis rápidamente26,27.

Agradecimentos: ãos funcionarios do Parque Zoológico de Sapucaia do Sul pela colaboração durante a coleta das amostras. ão rêsponsável pelo Laboratorio de Protozoologia da Faculdade de Medicina Veterinaria da UFRGS, Prof. Dr. Flávio A. P de Araújo, por autorizar a utilização das dependencias do mesmo. A laboratorista Vanessa Baptista do Laboratorio de HistologiadaUNISINOS, pela colaboração durante a realização das fotografías.

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Correspondencia a: Sandra Márcia Tietz Marques
E-mail: sandra.marques@ufrgs.br