SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.25 número1-2Metacercárias livres de diplostomídeos (Digenea, Diplostomidae) em Loricariichthys anus (Val., 1840) (Siluriformes, Loricariidae) do estado do Rio Grande do Sul, BrasilGastrointestinal nematode infection in ewes raised in an arid zone of Venezuela índice de autoresíndice de materiabúsqueda de artículos
Home Pagelista alfabética de revistas  

Parasitología al día

versión impresa ISSN 0716-0720

Parasitol. día v.25 n.1-2 Santiago ene. 2001

http://dx.doi.org/10.4067/S0716-07202001000100006 

Aspectos quantitativos das infrapopulações de
metazoários parasitos de
Micropogonias furnieri
(Osteichthyes: Sciaenidae) do litoral do estado do
Rio de Janeiro, Brasil

DIMITRI RAMOS ALVES* e JOSE LUIS LUQUE*

QUANTITATIVE ASPECTS OF METAZOAN PARASITE
INFRAPOPULATIONS OF Micropogonias furnieri (OSTEICHTHYES:
SCIAENIDAE) FROM THE COASTAL ZONE OF THE STATE OF RIO
DE JANEIRO, BRAZIL

Between September of 1997 and August of 1998, 40 specimens of Micropogonias furnieri were captured of the coastal zone of the State of Rio de Janeiro, Brazil (aprox. 21-23° S, 41-45° W), and examined to study quantitative aspects of their infrapopulations of metazoan parasites. All fishes were parasitized with at least one species of metazoan. A total of 760 parasites were collected, with average of 19/fish. Seventeen species of metazoan parasites were found. The nematode Dichelyne elongatus was the most prevalent and abundant parasite of M. furnieri. All parasite species of M. furnieri showed a typical pattern of distribution. Clavellotis dilatata had a positive correlation between the total length and parasite prevalence, and Pachycreadium gastrocotylum showed negative correlation. Pterinotrema-toides mexicanum, Macrovalvitrema sinaloense, Dichelyne elongatus and C. dilatata showed positive correlation between the total length and the parasite abundance while P. gastrocotylum showed negative correlation. The sex of the host not influenced the prevalence and abundance of the metazoan parasites.

Key words: Parasite infrapopulations; Metazoan parasites; Micropogonias furnieri; Sciaenidae; Brazil.

* Departamento de Parasitologia Animal - Curso de Pós Graduação em Medicina Veterinária - Parasitologia Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Caixa Postal 74508, CEP 23851-970, Seropédica, RJ, Brasil, e-mails: jlluque@domain.com.br, dimitri@domain.com.br

INTRODUÇÃO

Micropogonias furnieri é uma das espécies comerciais mais importantes do litoral sudeste do Brasil, e constitui uma parcela significativa do pescado desembarcado nos postos de toda a região.1

Os trabalhos de cunho quantitativo encontrados na literatura sobre esta espécie são no litoral do Estado do Rio de Janeiro,2 no litoral do Rio Grande do Sul, Brasil3 e na região costeira de Mar del Plata, Argentina.4 Nestes trabalhos foram abordados aspectos quantitativos básicos, dando ênfase principalmente à determinação dos valores de prevalência e abundância parasitária. No presente trabalho foram determinadas, além destes indicadores, algumas relações ecológicas entre a biologia do hospedeiro e as das infrapopulações de metazoários parasitos de M. furnieri no litoral do Estado do Rio de Janeiro (21-23º S e 41-45º O).

MATERIAL E METODOS

Foram necropsiados 40 espécimes de M. furnieri, no período de setembro de 1997 até agosto de 1998, provenientes do litoral do Estado do Rio de Janeiro. A determinação dos hospedeiros foi feita de acordo a manual.1 Os peixes examinados mediram 42,9 ± 10,3 (26,5-59) cm de comprimento total. O teste t de Student foi usado para determinar a possível diferença entre o comprimento total dos hospedeiros machos e fêmeas. A relação entre variância e a média da abundância parasitária (índice de dispersão) foi calculada para cada espécie de parasito indicando o tipo de distribuição das infrapopulações parasitárias. O índice de Green foi aplicado para determinar o grau de superdispersão dos parasitos5. O coeficiente de correlação por postos de Spearman, rs, foi usado para detectar possíveis correlações entre a abundância parasitária e o comprimento total do hospedeiro. O coeficiente de correlação de Pearson, r, foi aplicado para detectar possível correlação existente entre a prevalência parasitária e o comprimento total do hospedeiro, para isto, as amostras foram separadas em cinco intervalos de classe com amplitude de 6, cm, e os valores de prevalência sofreram prévia transformação angular.6 Foram aplicados o teste U de Mann-Whitney com a respectiva aproximação normal Zc, para determinar o efeito do sexo em relação à abundância parasitária de cada espécie de parasito e o c2, com tabela de contingência 2x2, para determinar a influência do sexo do hospedeiro em relação à prevalência parasitária.6 Os testes anteriormente citados somente foram aplicados para as espécies de parasitos que apresentaram uma prevalência parasitária igual ou maior que 10%.7 O nível de significância estatística adotado foi P £ 0,05. A terminología ecológica de Bush et al8 foi usada.

RESULTADOS

Todos os espécimes de M. furnieri estavam parasitados com pelo menos uma espécie de metazoário. Um total de 760 parasitos foram coletados, com uma média de 19 por peixe.

Os aspidobótrios representados por uma espécie, constituiram 1,7% do total de espécimes coletados, parasitando 6 (15%) hospedeiros, com uma média de 2,2 por peixe infectado. Os digenéticos, com três espécies, contribuíram com 8,3% do total dos espécimes coletados, parasitando 24 (60%) dos hospedeiros com uma média de 1,6 parasitas por peixe infectado. Os monogenéticos, com três espécies, contribuíram com 24% do total dos espécimes coletados, parasitando 27 (67,5%) dos hospedeiros com uma média de 6,8 por peixe infectado. Os cestóides representados por apenas uma espécie contibuíram com 1,4% do total de espécimes parasitados e uma média de 5,5 por peixe infectado. Os acantocéfalos estão representados por duas espécies contribuíram com 1% do total de espécimes coletados e com uma média de 1,3 por peixe infectado. Os nematóides estão representados com duas espécies, constituindo 59,7% do total de espécimes coletados, parasitando 35 (87,5%) dos hospedeiros e com uma média de 11,3 parasitas por peixe infectado, Dichelyne elongatus, o mais abundante, corresponde a 52,7% do total de espécimes coletados. O hirudíneo não identificado apresentou uma prevalência de 2,5% e uma média de 4 por peixe infectado. Os copépodes parasitos, representados por três espécies, que representam 2,7% do total de espécimes coletados, sendo que 11 (27,5%) dos hospedeiros estavam parasitados com uma média de 1,9 por peixe infectado. O isópode parasito, não identificado, apresentou uma prevalência de 5% e média de 2 por peixe infectado (Tabela 1).

Tabela 1. Prevalência, amplitude da intensidade, intensidade média e abundância média dos metazoários parasitos de Micropogonias furnieri do litoral do Estado do Rio de Janeiro, Brasil

A riqueza parasitária apresentou uma média de 3,6 ± 1,7, com amplitude de variação de 1-8. Seis hospedeiros (15%) estavam com infecção/infestação de uma espécie e 6 (15%), 4 (10%), 14 (35%), 6 (15%), 2 (5%), 1 (2,5%) e 1 (2,5%) tiveram infecção/infestação múltiplas por 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 espécies, respectivamente (Figura 1).

Figura 1. Riqueza parasitária de Micropogonias furnieri do litoral do Estado do Rio de Janeiro, Brasil.

Os componentes da comunidade parasitária de M. furnieri, apresentaram o típico padrão de superdispersão ou agregação dos sistemas parasitários. Os maiores valores do índice de dispersão foram apresentados pelo nematóide D. elongatus e pelo monogenético Pterinotre-matoides mexicanum. O mesmo pôde ser aplicado aos valores obtidos do cálculo do índice de agregação de Green (Tabela 2).

Tabela 2. Índice de dispersão (ID) e índice de agregação de Green (IG) dos metazoários parasitos de Micropogonias furnieri, do litoral do Estado do Rio de Janeiro, Brasil

O teste t ( t = -0,412, P = 0,683) aplicado entre a média dos comprimentos totais dos machos e das fêmeas de M. furnieri demons-trou que não existiam diferenças significativas entre ambos. Em relação ao comprimento total dos hospedeiros e à prevalência parasitária, a análise estatística demonstrou que duas espécies apresentaram correlação, sendo que Clavellotis dilatata apresentou correlação positiva e Pachycreadium gastrocotylum apresentou correlação negativa entre o comprimento total e a prevalência parasitária. Cinco espécies apresentaram relação entre o comprimento total dos hospedeiros e a abundância parasitária, sendo que P. mexicanum, Macrovalvitrema sinaloense, D. elongatus e C. dilatata apresen-taram correlação positiva e P. gastro-cotylum correlação negativa (Tabela 3).

Tabela 3. Valores do coeficiente de correlação por postos de Spearman rs e do coeficiente de correlação de Pearson r para avaliar o relacionamento entre o comprimento total de Micropogonias furnieri e a abundância e prevalência dos componentes de sua comunidade parasitária (P = nível de significância)

Nenhuma espécie de parasito apresentou diferença significativa entre a abundância e prevalência parasitária em relação ao sexo do hospedeiro.

DISCUSSÃO

En exemplares de M. furnieri capturados na região costeira de Mar del Plata, 11 espécies de metazóarios foram registradas,4 um número menor do que o obtido no presente trabalho. Esta maior diversidade parasitária poderia ser mais uma evidência do postulado de Rohde,9-11 de acordo com este autor, os peixes de latitudes mais próximas ao Equador apresentariam uma maior diversidade parasitária. Isto seria resultado de um processo de especiação mais rápido, próprio das regiões tropicais (Hipótese do tempo).

O comprimento do peixe, em determinadas condições, pode ser considerado um reflexo biológico da sua idade, constituindo um dos fatores mais influentes na variação das infrapopulações parasitárias e na acumulação de parasitos ao longo da vida do hospedeiro.12

A idade provoca uma série de mudanças na biologia do peixe, tendo repercussão direta na composição da fauna parasitária, principalmente os parasitos adquiridos via trófica.13 No caso dos ectoparasitos, os mecanismos de aumento das infestações em relação ao tamanho do peixe estão mais baseados num processo cumulativo, em um local de infestação como as brânquias, que aumentam a sua área de superfície proporcionalmente ao aumento do comprimento do peixe oferecendo maiores possibilidades e disponibilidade de oxigênio aos estágios larvais de copépodes e monogenéticos.14, 15

No presente trabalho repetese o mesmo padrão encontrado em alguns peixes do Rio de Janeiro15-17 onde a maioria das espécies de parasitos não mostraram diferenças na prevalência e intensidade parasitária com relação ao sexo dos hospedeiros. O mesmo foi observado, com exceção do aspidobótrio Lobatostoma ringens que apresentou diferença significativa com relação a prevalência parasitária nos machos, sendo que os mesmos apresentaram os maiores valores de prevalência.14 Outros autores15 afirmaram que estudos com relação à sazonalidade e períodos reprodutivos dos hospedeiros poderiam trazer conhecimentos importantes nesse aspecto, pois deve-se avaliar se existem modificações no comportamento dos hospedeiros machos ou fêmeas em épocas reprodutivas, no que diz respeito à mudança no hábito alimentar, taxa hormonal, migração desses hospedeiros para outra região e dimorfismo sexual que pudesse modificar o nicho ecológico préocupado até então. De fato o sexo não influenciou nos níveis parasitários de M. furnieri sugerindo que tanto machos como fêmeas apresentam características ecológicas similares.

Os espécimes adultos de Micropogonias undulatus e L. xanthurus obtiveram uma maior riqueza parasitária, diversidade e número total de parasitos coletados, comparados com os e jovens.18, 19

No Brasil, o primeiro trabalho de ecologia da comunidade de metazoários parasitos de peixes da família Sciaenidae foi realizado com Menticirrhus americanus,20 todos os parasitos apresentaram típico padrão superdisperso observado em vários sistemas parasitários, este resultado coincide com padrão no presente trabalho. Em M. americanus os endoparasitas foram os principais componentes, este resultado concorda com o encontrado em M. furnieri, indicando a possibilidade de existir semelhanças nos hábitos alimentares. Isto confirma as diferenças com as comunidades de metazoários de sciaenídeos do Oceano Pacífico da América do Sul, onde os ectoparasitas são dominantes.21

RESUMO

Entre setembro de 1997 e agosto de 1998, foram examinados 40 espécimes de Micropogonias furnieri (Osteichthyes: Sciaenidae) do litoral do Estado do Rio de Janeiro, Brasil para estudo dos aspectos quantitativos das infrapopulações de metazoários parasitos. Todos os peixes estavam parasitados com pelo menos uma espécie de metazoário. Um total de 760 parasitos foram coletados, com média de 19 por peixe. Dezessete espécies de metazoários foram encontradas. O nematóide Dichelyne elongatus foi o parasito mais prevalente e abundante. Todas as espécies de parasitos demons-traram um tipico padrão de distribuição. Clavellotis dilatata apresentou correlação positiva entre o comprimento total e a prevalência, e Pachycreadium gastrocotylum demonstrou correlação negativa. Pterinotrematoide mexicanum, Macrovalvitrema sinaloense, D. elongatus e C. dilatata apresenta-ram correlação positiva entre o comprimento total do hospedeiro e abundância enquanto P. gastrocotylum apresentou correlação negativa. O sexo do hospedeiro não influenciou a prevalência e abundância dos metazoários.

REFERÊNCIAS

1.- MENEZES N A, FIGUEIREDO J L. Manual de Peixes Marinhos do Sudeste do Brasil. IV. Teleostei (3). Museu de Zoologia, Univ. de São Paulo, São Paulo, SP, 96 p. 1980.         [ Links ]

2.- SÃO CLEMENTE S C. Prevalência e intensidade média de infecção de plerocercos de Trypanorhyncha parasitando corvina Micropogonias furnieri (Desmarest, 1823) no litoral do Rio de Janeiro. Atas Soc Biol Rio de Janeiro 19868; 26: 37-40.         [ Links ]

3.- PEREIRA Jr J, NEVES L F M. Corynosoma australe Johnston, 1937 (Acanthocephala: Polymorphidae) em Micropogonias furnieri (Desmarest, 1823) (Perciformes: Scianidae) do litoral do Rio de Grande do Sul. Com Mus Ciênc PUCRS 1993; 6: 51-61.         [ Links ]

4.- SARDELLA N H, ETCHEGOIN A J, MARTO-RELLI S R. Las comunidades parasitárias de Micropogonias furnieri (Corvina) en Argentina. Bol Inst Oceanog Venezuela, Universidade Oriente 1995; 34: 41-7.         [ Links ]

5.- LUDWIG J A, REYNOLDS J F. Statistical Ecology: A primer on methods and computing. Wiley-Interscience Publications, New York 1988: 337.         [ Links ]

6.- ZAR J H. Biostatistical Analysis. Third ed., Prentice-Hall, Inc., Upper Saddle River, New Jersey 1996: 662.         [ Links ]

7.- BUSH A O, AHO J M, KENNEDY C R. Ecological versus phylogenetic determinants of helminth parasite community richness. Evol Ecol 1990; 4: 1-20.         [ Links ]

8.- BUSH O A, LAFFERTY K D, LOTZ J M, SHOSTAK A W. Parasitology meets ecology on its own terms: Margolis et al. Revisited. J Parasitol 1997; 83: 575-83.         [ Links ]

9.- ROHDE K. Latitudinal gradients in species diversity and their causes. I. A review of the hypotheses explaining the gradients. Biol Zent 1978; 97: 393-403.         [ Links ]

10.- ROHDE, K. Differences in species diversity of Monogenea between the Pacific and Atlantic oceans. Hydrobiol 1986; 137: 21-8.         [ Links ]

11.- ROHDE K. Simple ecological systems, simple solution to complex problems?. Evol Theory 1989; 8: 305-50.         [ Links ]

12.- SHOTTER R A. Changes in the parasite fauna of whiting, Odontogadus merlangus L. with age and sex of host, season, and from different areas in the vicinity of the Isle of Man. J Fish Biol 1973; 5: 559-73.         [ Links ]

13.- POLYANSKI Y I. Ecology of parasites of marine fishes. In: Parasitology of Fishes, V. A. Dogiel, G. K. Petrushevski & Y. I. Polyanski (eds.), Oliver & Boyd, Edinburgh & London, 1961; 1-47.         [ Links ]

14.- FERNANDO C H, HANEK C. Gills. In: Ecological aspects of Parasitology, C. R. Kennedy (ed.). North-Holland Publis. Co., Amsterdam, 1976; 209-26.         [ Links ]

15.- LUQUE J L, AMATO J F R, TAKEMOTO R M. Comparative analysis of the communities of metazoan parasites of Orthopristis ruber and Haemulon steindachneri (Osteichthyes: Haemulidae) from southeastern Brazilian littoral: I structure and influence of size and Sex of hosts. Rev Brasil Biol 1996; 56: 279-92.         [ Links ]

16.- TAKEMOTO R M, AMATO J F R, LUQUE J L. Comparative analysis of the metazoan parasite communities of leatherjackets, Oligoplites palometa, O. saurus and O. saliens (Osteichthyes: Carangidae) from Sepetiba Bay, Rio de Janeiro, Brazil. Rev Brasil Biol 1996; 56: 639-50.         [ Links ]

17.- KNOFF M, LUQUE J L, AMATO J F R. Community ecology of metazoan parasites of grey mullets, Mugil platanus (Osteichthyes: Mugilidae) from the littoral of the State of Rio de Janeiro, Brazil. Rev Brasil Biol 1997; 57: 441-54.         [ Links ]

18.- THONEY D A. Population dynamics and community analysis of the parasite fauna of juvenile spot, Leiostomus xanthurus (Lacepede), and Atlantic croaker, Micropogonias undulatus (Linnaeus), (Sciaenidae) in two estuaries along the middle Atlantic coast of the United States. J Fish Biol 1991; 39: 515-34.         [ Links ]

19.- THONEY D A. Community ecology of the parasites of adult spot, Leiostomus xanthurus, and Atlantic croaker, Micropogonias undulatus (Sciaenidae) in the Cape Hatteras region. J Fish Biol 1993; 43: 781-804.         [ Links ]

20.- CHAVES N N, LUQUE J L. Ecologia da comunidade de metazoários parasitos do papa-terra, Menticirrhus americanus (Osteichthyes: Sciaenidae), do litoral do Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Rev Brasil Parasit Vet (no prelo). 1998.         [ Links ]

21.- OLIVA M E, LUQUE J L. Metazoan Parasite Infracommunities in Five Sciaenids from the Central Peruvian Coast. Mem Inst Oswaldo Cruz 1998; 93: 175-80.         [ Links ]