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Parasitología al día

versión impresa ISSN 0716-0720

Parasitol. día v.23 n.1-2 Santiago ene. 1999

http://dx.doi.org/10.4067/S0716-07201999000100004 

TRABAJO DE INVESTIGACION

CONTROLE DE QUALIDADE DE IMATUROS DE
Cochliomyia macellaria
(FABRICIUS) (DIPTERA:
CALLIPHORIDAE) EM ESTOQUES

 

SANDRA LUCIA CUNHA-E-SILVA* y ELIANE M.V. MILWARD-DE-AZEVEDO**

* Departamento de Estudos Básicos e Instrumentais, Campus de Itapetinga, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e
** Departamento de Parasitologia Animal, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, 23851-970, Seropédica, RJ, Brasil, Bolsista do CNPq.

QUALITY CONTROL OF Cochliomyia macellaria (FABRICIUS)
(DIPTERA: CALLIPHORIDAE) IMATURES IN COLONY

Quality control of Cochliomyia macellaria (Fabricius) (Diptera: Calliphoridae) larvae and pupae in colony was observed during eight consecutive generations. A diet consisting of decomposing horse flesh was used, and the relation of 0.02 g egg mass/ 200 g diet was established. The larval and pupal viability at 27 oC and 30 oC temperature, 65± 10% UR and 14 h photofase, respectively, were greater than 80%. The egg to pupae period and the body mass of postfeeding larvae variation were 4.7-7.0 days and 59.40-70.30 mg, respectively. The emergence ocurred 8.0-12.0 days after the neolarvae innoculation in diet. The study has not show a linear relation between the analised characteristic and monitored generations.
Key words: Cochliomyia macellaria; blowfly; quality control; secondary screwworm.

INTRODUÇÃO

Ao especularem sobre as diferenças comportamentais existentes entre Cochliomyia hominivorax (Coquerel), díptero responsável pela produção de miíases primárias de significativa importância econômica e sanitária, em nosso país, e Cochliomyia macellaria (Fabricius), incriminado em processos de miíases secundárias, Cunha-e-Silva & Milward-de-Azavedo1,2 procuraram, inicialmente, investigar alguns aspectos do desenvolvimento ontogenético e da biologia reprodutiva do califorídeo reconhecido, pela literatura clássica, como necrobiontófago. Orientando-se nos trabalhos de outros autores 3, 4, destacaram, entre as outras variáveis que auxiliam o controle de qualidade dos estoques, o registro da massa corporal média dos insetos, numa idade conhecida. Esta variável polariza processos fisiológicos e nutricionais fundamentais à atividade, desempenho e sobrevivência dos espécimens. Em 1972, outros investigadores,5 avaliaram a massa corporal de prépupariados de C. hominivorax, correlacionando-a diretamente ao potencial biótico das fêmeas e ao vigor sexual dos machos. A influência desta variável sobre o padrão de comportamento migratório dos adultos e a taxa de sobrevivência dos insetos, foi bem revisada6 . Entretanto, uma adaptação às condições de cativeiro pode ser necessária antes que uma nova linhagem implantada, em laboratório, recupere seu potencial, refletindo as características encontradas nas populações nativas.7

Neste experimento, procurou-se avaliar variáveis que permitam agilizar o monitoramento do controle de qualidade de imaturos em estoques de C. macellaria, em criações em média escala. Os resultados obtidos poderão auxiliar a implementação de técnicas de controle sanitário que incluam relações otimizadas de custo e benefício, subsidiando, paralelamente, a compreensão de processos adaptativos assimilados pela espécie.

MATERIAL E METODOS

O estoque de C. macellaria foi estabelecido a partir de adultos coletados na Estação para Pesquisas Parasitológicas W.O. NEITZ, do Departamento de Parasitologia Animal, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ (latitude: 22’45º; longitude: 43º41’, altitude: 33 metros).

As técnicas rotineiras de manutenção dos estoques foram descritas previamente.1 Monitorou-se oito gerações consecutivas, a partir da amostra parental nativa. O registro das massas de ovos (mg) foi processado até 5 horas após o inicío da oviposição , na geração 1 e gerações 3-8. As massas foram transferidas para uma dieta à base de carne equina. Esta dieta era oriunda, exclusivamente, de carne previamente armazenada em freezer e posteriormente descongelada e mantida no refrigerador, durante 11 dias. Utilizaram-se 0,02g de massa de ovos/ 200g de dieta/ repetição (x 4). Os recipientes empregados foram similares aos previamente citados 1. As larvas maduras, logo após o abandono espontâneo da dieta, foram agrupadas em cinco lotes, visando o registro da massa corporal média. Cada lote compreendia 10 larvas. Em seguida, os pré-pupariados eram individualizados em recipientes de vidro contendo vermiculite. A duração da fase de ovo à pupa foi verificada em intervalos de 24 horas, enquanto a duração do estágio pupal foi observada em intervalos de 12 horas. A taxa de sobrevivência larval foi estimada considerando-se que 0,02g de massa de ovos equivale, em média, a 152 larvas.8 Os adultos foram separados por sexo.

A metodologia empregada durante o estudo do desenvolvimento pós-embrionário de C. macellaria a partir de larvas recém-eclodidas da segunda geração foi diferenciada: neste tratamento, excepcionalmente, foram inoculadas 50 neolarvas/ repetição (x 4), utilizando-se a relação de 1 larva: 4g de dieta. Os pré-pupariados, pertencentes a esta geração, foram isolados, visando o registro de sua massa corporal e a duração do estágio pupal, monitorada em intervalos de 8 horas.

Utilizou-se um delineamento inteiramente casualizado. Os resultados observados entre as diferentes gerações foram contrastados pelo teste de Tukey ao nível de 5% de significância. Os valores relativos à taxa de sobrevivência larval e pupal foram transformados em SQR (X/100), viabilizando o teste de comparação múltipla.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados obtidos durante a observação de oito gerações consecutivas de C. macellaria estão destacados nas Tabelas 1, 2 e 3. O período médio de ovo à pupariação dos espécimens variou, aleatoriamente, de 4,0 a 7,0 dias. Diferenças na constituição da dieta podem ter provocado o alongamento da fase de atividade alimentar, em algumas amostras. Embora tenha-se padronizado a técnica de armazenamento da carne inata utilizada como fonte alimentar, tecidos musculares oriundos de diferentes animais provedores e/ou diferentes regiões do corpo foram providenciados de acordo com a disponibilidade de recursos, durante o período experimental. A microbiota residente na carne é responsável por importantes alterações nutricionais e organolépticas, influenciando, consequentemente, as respostas dos saprófagos imaturos.9 A idade das fêmeas matrizes, oriundas do estoque, durante o processo de oogênese, também pode ter influenciado o desempenho da progênie. A duração do estágio pupal, registrada durante a segunda geração, oscilou entre 104,0 a 136,0 horas, tempo próximo ao inferido para os demais tratamentos, que variou, em média, entre 110,1 a 119,3 horas. Durante a primeira e a oitava geração, as larvas incorporaram, em média, uma quantidade de massa (cerca de 60,0 mg) significativamente inferior à registrada pelos espécimens da quinta e da sétima gerações (cerca de 70,0 mg). O menor parâmetro médio obtido, para esta variável, foi assinalado para a amostra oriunda de inoculações feitas com neolarvas da segunda geração neste tratamento, nâo observaram-se diferenças significativas entre os valores obtidos para os espécimens que originaram machos (56,1 mg) e fêmeas (58,5 mg). Autores 8 já haviam comentado sobre a influência deletéria provocada pela manipulação das larvas recém-eclodidas de C. macellaria, durante o processo de transferência dos espécimens para a dieta. A interferência precoce sobre o mecanismo de agregação das larvas inviabilizou repetidos bioensaios que procuravam otimizar a manutenção de estoques de C. hominivorax, monitorados sob condições experimentais10, e em feridas induzidas em hospedeiros preferenciais (dados não publicados). Por outro lado, a taxa de sobrevivência larval observada para os espécimens da segunda geração de C. macellaria foi similar às estimadas para as amostras estabelecidas através da inoculação de ovos. Mais de 80% dos imaturos pupariaram. O percentual de pupas sobreviventes oscilou entre 94,3 e 99,0%; não observaram-se diferenças significativas entre os tratamentos. O número de adultos anormais foi incipiente (< 3). A diferença acentuada entre a razão sexual esperada (= 0,50) e observada (= 0,36), assinalada para a sétima geração, foi, provavelmente, aleatória, haja vista os resultados obtidos para as demais gerações.

Previu-se, durante o delineamento deste bioensaio, o monitoramento de, no mínimo, doze gerações consecutivas. A falta de disponibilidade de equipamentos, no laboratório, entretanto, exigiu a introdução de amostras de duas outras espécies de califorídeos, Chrysomya megacephala (Fabricius) e Chrysomya albiceps (Wiedemann), na mesma câmara climatizada que alocava os imaturos oriundos de matrizes da oitava geração de C. macellaria. Cerca de 24 horas após a associação, evidenciou-se a fuga generalizada das larvas dos diferentes recipientes de criação. O aumento de gazes deletérios liberados pelo provável incremento da atividade da microbiota associada ao aumento da densidade dos imaturos necrófagos incorporados ao cativeiro pode ter contribuído para este evento; entretanto, pode-se também sugerir a hipótese da liberação de alomônios pelas larvas dos muscóides exóticos. Este comentário pode estimular investigações sobre potenciais mecanismos de competição quimicamente mediados e existentes entre os dípteros exóticos e a espécie autóctone.

Embora os resultados não tenham evidenciado uma relação linear entre as características analisadas e as gerações monitoradas, a apresentação de um cronograma que auxilie a operacionalidade de reintroduções periódicas de indivíduos nativos, deve ser sempre apreciada, minimizando os efeitos deletérios potenciais determinados pela homozigose. Neste contexto, destaca-se a importância dos critérios utilizados durante a instalação da colônia fundadora. A variabilidade genética apresentada por C. macellaria foi avaliada por outros autores 11, que incluíram, em seus estudos, uma amostra da população estabelecida em Seropédica, RJ. A análise evidenciou que esta espécie apresenta altas taxas de flutuação gênica entre populações. As abordagens conceituais e pragmáticas sugeridas por outros12 -15 , providenciando o controle de qualidade de estoques de insetos mantidos em cativeiro, devem ser periodicamente redimensionadas, de acordo com as linhagens estabelecidas e o ingresso de novas informações sobre os organismos em foco.

Tabela 1.- Duração do desenvolvimento e taxa de sobrevivência do período de ovo a pupa e massa corporal de pré-purariados de Cochliomyia mecellaria, em funçâo de geração (UR: 65 ± 10% 14 h de fotofase)1

Duração de ovo
a pupa (dias)
2,3
Sobrevivência
larval
estimada
4
Sobrevivência

de
Massa corporal
(mg)
Geraçâo

(%)
Pré-pupariados
(%)

 
x ± s x
Intervalo de variação
 
x ± s x
Intervalo de
variação

1
4,0b  
93,6ª
  94,5b
60,80±1,4b
55,92-65,37
3
5,0a  
95,4ª
  94,9b
64,00±1,2ab
55,00-75,00
4
7,0d  
96,8ª
    98,5ab
65,15±1,3ab
59,00-74,00
5
5,0a  
83,4ª
  93,8b
70,25±2,5a
56,00-82,00
6
4,0b  
84,8ª
  99,5a
66,80±2,8ab
59,00-75,00
7
5,1 ± 0,01a
5-6
88,6ª
100,0a
70,30±1,9a
61,00-78,00
8
6,2 ± 0,08c
6-7
97,1ª
100,0a
59,40±5,8b
45,00-60,00

1Médias seguidas pelas mesmas letras não diferem entre si pelo teste de Tukey ao nivel de 5% de significância
2Larvas mantidas a 30ºC de temperatura
3Pré-pupariados mantidos a 27ºC de temperatura
40,02g de masa de ovos = 151,6 larvas, em média

Tabela 2. Duração do desenvolvimento do período de ovo a adulto, taxa de sobrevivência de pupas, taxa de imagos anormais e razão sexual de Cochliomyia mecellaria em função da geração
(UR: 65 ± 10% 14 h de fotofase)
1 ,2

 
Período de ovo a adulto
     
 
(días)3,4
Sobrevivência
Adultos
 
Geração

de
anormais
Rasão sexual
 
x ± s x
Intervalo de
pupas (%)
(%)
 
   
variação
     

1
  8,7 ± 0,07b
  8 - 9
97,9a
  1,1
0,52ab
3
  9,3 ± 0,80cd
  9 - 11
95,8a
  0,6
0,49ab
4
12,0 ± 0,003f
12 - 13
98,5a
  0,5
0,52ab
5
  9,2 ± 0,07cd
  9 - 11
94,3a
  2,7
0,55a
6
  8,2 ± 0,06ª
  8 - 9
98,9a
0
0,42ab
7
  9,1 ± 0,005c
  9 - 10
99,0a
0
0,36b
8
11,0 ± 0,09e
11 - 12
97,0a
0
0,54a

1 0,02g de massa de ovos = 151,6 larvas em média
2 Médias seguidas pelas mesmas letras não diferem entre si pelo teste de Tukey ao nivel de 5% de significância
3 Larvas mantidas a 30ºC de temperatura
4 Pré-pupariados e pupas mantidas a 27ºC de temperatura

Tabela 3. Características biológicas do desenvolvimento pós-embrionário de Cochliomyia mecellaria, pertencente à segunda geração, criada sob condições experimentais (65 ± 10% UR; 14 h de fotofase)

Características biológicas
x ± s x
Intervalo de variação
Sobrevivência
     
(%)

Estágio larval (dias)1
    3,3 ± 0,07
    3,0 - 4,0
83,0
Massa corporal de larva madura (mg)
    56,8 ± 0,60
  55,7 - 58,0
 
Fase de pré-pupariação (h)2
    18,5 ± 0,60
  16,0 - 24,0
87,9
Estágio pupal (h)2
116,3 ± 1,10
104,0 - 136,0
98,6
Razão sexual
          0,45
   

1 Larvas mantidas a 30ºC de temperatura
2 Pré-pupariados e pupas mantidas a 27ºC de temperatura

RESUMO

O controle de qualidade de larvas e pupas de Cochliomyia macellaria (Fabricius) (Diptera: Calliphoridae), mantidas em estoques, foi monitorado durante oito gerações consecutivas. Uma dieta consistindo de carne eqüina putrefata foi utilizada, estabelecendo-se a relação de 0.02 g de massa de ovos / 200 g de dieta. A taxa de sobrevivência larval e pupal a 27ºC e 30ºC de temperatura, 65 ± 10% UR e 14 h de fotofase, respectivamente, foi superior a 80%. O período de ovo a pupa e a massa corporal de larvas pós-alimentadas oscilou entre 4.7-7.0 dias e 59.40-70.30 mg, respectivamente. A emergência ocorreu 8.0-12.0 dias após a inoculação das neolarvas na dieta. O estudo não sugeriu uma relação linear entre as características analisadas e as gerações monitoradas.

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