ISSN 0718-2228 versão online
ISSN 0717-0297 versão impressa

INSTRUÇÕES AOS AUTORES

Condições de publicação

1. Os artigos devem ser originais e inéditos. Ao enviar um artigo, deve-se indicar expressamente que este não foi submetido ou publicado em outro veículo de divulgação científica. Nos casos em que o manuscrito inclua dados ou informação que tenha sido publicada anteriormente, os autores deverão explicar na carta de submissão do manuscrito as diferenças entre o artigo publicado e o novo manuscrito enviado para revisão.

De acordo com as normas COPE Best Practice Guidelines for Journal Editors (http://publicationethics.org/resources/guidelines), não será tolerado plagio em qualquer uma de suas formas.

2. O artigo deve ser escrito em espanhol ou em inglês e ter um máximo de 8.000 palavras (sem incluir o resumo, palavras-chave, nota do autor, referências, tabelas, figuras e anexos).

3. Os artigos que informem primordialmente o desenvolvimento de instrumentos de medição ou a efetividade de metodologias de investigação podem ser enviados para possível publicação na seção de Desenvolvimentos Metodológicos. Instruções específicas para artigos enfocados na validação de instrumentos são disponibilizadas mais adiante.

4. Artigos que relatam resultados delimitados e que requerem menor desenvolvimento de fundamentação teórica, podem ser enviados para publicação como Relatórios Breves e devem ter um tamanho máximo de 3.500 palavras (não incluindo resumo, palavras-chave, nota do autor, referências, tabelas, figuras e anexos).

5. A revista Psykhe aceita o envio de revisões de literatura. Serão aceitas as revisões que considerem um estilo narrativo, bem como revisões sistemáticas e meta-análises, dependendo da natureza do problema abordado. Em qualquer caso, as revisões devem contribuir de forma clara para o campo de conhecimento da disciplina. Será atribuída atenção especial a que as revisões incluam (mas não necessariamente que se limitem a) investigações conduzidas no contexto latino-americano. Além disso, serão privilegiados os artigos que abordem temas originais e de relevância regional para os países Ibero-americanos.

Diversos tipos de revisões serão considerados para publicação, incluindo:

  • Síntese da investigação: são revisões que abrangem o estado da arte referente a um tema em particular, incluindo uma avaliação crítica das fortalezas e debilidades dos estudos revisados, assim como uma aproximação a respeito de aspectos crucias que deveriam ser abordados em futuras pesquisas. As sínteses da investigação que buscam estabelecer conexões entre distintas áreas do conhecimento serão especialmente valorizadas.

  • Contribuições teóricas: são revisões críticas de uma teoria específica centradas na evidência relevante, revisões que culminam em uma nova proposta teórica ou em avaliações sistemáticas de teorias alternativas.

  • Revisões metodológicas: são revisões dedicadas ao desenvolvimento e disseminação de metodologias de coleta, produção, análise e interpretação de dados em Psicologia.

6. Os artigos devem ser escritos com espaçamento duplo e com fonte Century Schoolbook, tamanho 10.

7. Os artigos devem ser redigidos de acordo com as normas do Manual de Publicação da American Psychological Association (APA), 6ª edição (2010).

8. Os artigos devem incluir:

  • Na primeira página, o título em espanhol e em inglês, o nome e a filiação institucional dos autores, e o título corrente (título abreviado que aparecerá no cabeçalho de cada página);

  • Na segunda página, um resumo, de no máximo 180 palavras, com até 5 Palavras-chave, localizadas à continuação do resumo (tanto o resumo como as Palavras-chave devem ser apresentados em espanhol e em inglês);

  • Na página seguinte às Referências, deve ser inserida uma Nota do Autor, que deve incluir o nome e a filiação institucional de cada autor, destacando o autor a quem deve ser dirigida a correspondência relacionada ao artigo, com seu respectivo endereço e e-mail.

9. Os artigos devem se ajustar aos princípios éticos vigentes para a pesquisa com seres humanos e animais. O artigo deve relatar explicitamente o processo referente ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) com os participantes, se foi aprovado por um comitê de ética e qualquer outro aspecto que possa ser relevante desde a perspectiva ética em pesquisa. Para maiores informações, consultar: http://www.apa.org/ethics/code/index.aspx.

10. As tabelas e figuras devem ser diagramadas de acordo com as instruções do Manual de Publicação da APA (6ª edição, 2010) e devem ser apresentadas em folhas separadas, no final do manuscrito. No texto do manuscrito deve ser mencionada cada uma das tabelas e figuras, que devem ser numeradas consecutivamente na ordem em que aparecem no texto.

11. Os artigos devem ser enviados em versão eletrônica através do site da revista (www.psykhe.cl) em formato .odt, .doc, .docx ou .rtf.

Para mais informações, consulte as Instruções Detalhadas para a Preparação de Artigos da Revista Psykhe.

Sobre as validações de instrumentos

Psykhe publica estudos de avaliação das propriedades psicométricas de instrumentos de medição na seção de Desenvolvimentos Metodológicos. Este tipo de publicações representa uma contribuição fundamental para o desenvolvimento da pesquisa em Psicologia, e também para as suas diversas aplicações profissionais. Sua relevância é ainda maior em nosso contexto regional, visto que muitos dos instrumentos foram desenvolvidos e validados em diferentes contextos culturais e precisam ser avaliados também para uso nos países Ibero-americanos.

Considerando a importância deste tipo de trabalhos, este documento apresenta uma série de recomendações destinadas a promover a produção de artigos de alta qualidade tanto em aspectos técnicos quanto em termos de sua contribuição para a nossa disciplina. As recomendações elaboradas baseiam-se principalmente no trabalho desenvolvido em:

American Educational Research Association, American Psychological Association, National Council on Measurement in Education & Joint Committee on Standards for Educational and Psychological Testing. (2014). Standards for Educational and Psychological Testing. Washington, DC: AERA.

Este livro define a validez e a extensão como o grau em que a teoria e os resultados apoiam a interpretação das pontuações de um instrumento baseado na utilização proposta para este instrumento, que tem uma série de implicações para o desenvolvimento de publicações voltadas para o estudo da validez de medidas padronizadas de constructos psicológicos. Este tipo de publicações deve desenvolver um argumento baseado em múltiplas fontes de evidência para justificar estas interpretações, incluindo por exemplo uma análise conceitual dos itens e sua relação com os constructos teóricos, os processos de resposta dos participantes, a estrutura interna do instrumento e a relação entre a medição proposta e outras variáveis de interesse.

As publicações também devem aclarar quais são as interpretações propostas para as pontuações do instrumento, e que tipos de uso estão sendo avaliados. Em geral, usos que tem consequências relevantes para a vida das pessoas – tais como ferramentas diagnósticas ou instrumentos de seleção em contextos educacionais ou organizacionais – requerem evidência mais robusta para justificar as decisões que serão tomadas a partir das pontuações obtidas. O desenvolvimento destes argumentos deve estar integrado também à literatura existente, e às reflexões a respeito da aplicabilidade desta literatura para o contexto e uso particular proposto.

Recomendações específicas

1. Evidencia embasada na estrutura interna

A maior parte deste tipo de estudos utiliza algum tipo de análise baseado nos padrões de resposta dos participantes perante os distintos itens, especificamente análises fatoriais exploratórias e/ou confirmatórias. Estas são análises complexas, e frequentemente utilizadas de forma incorreta (em grande parte porque as opções padrão dos programas estatísticos mais utilizados são problemáticas). Os artigos a seguir exemplificam os erros mais frequentemente realizados pelos investigadores, e fazem recomendações concretas para o uso dessas técnicas.

Russell, D.W. (2002). In Search of Underlying Dimensions: The Use (and Abuse) of Factor Analysis in Personality and Social Psychology Bulletin. Personality and Social Psychology Bulletin, 28(12), 1629-1646.

Bandalos, D. L. & Boehm, M. R. (2009). Four Common Misconceptions in Exploratory Factor Analysis. In C. E. Lance & R. J. Vandenberg (Eds.), Statistical and Methodological Myths and Urban Legends: Doctrine, Verity and Fable in the Organizational and Social Sciences (pp. 61-87). New York: Routledge.

2. Avaliação da confiabilidade da medição

A grande maioria dos artigos que utilizam a média ou a soma de uma série de itens para medir um constructo psicológico também relatam um índice de consistência interna – geralmente o Coeficiente Alfa de Cronbach — a fim de evidenciar que as respostas ante estes itens sejam internamente consistentes. De modo equivalente às análises fatoriais, a interpretação e o uso destes coeficientes são frequentemente problemáticos.

Schmitt, N. (1996). Uses and Abuses of Coefficient Alpha. Psychological Assessment, 8(4), 350.

Cortina, J.M. (1993). What is Coefficient Alpha? An Examination of Theory and Applications. Journal of Applied Psychology, 78(1), 98.

Também é importante destacar que o conceito de confiabilidade não se limita à consistência interna de una escala, e que existe uma serie de análises para avaliar a capacidade do instrumento de produzir indicadores estáveis do constructo medido.

3. Incorporação de outras análises

A avaliação da validez e da confiabilidade de um instrumento de medição estandardizado não se limita à realização de análises fatoriais e da confiabilidade da escala. Tal como se menciona no começo deste documento, estabelecer um argumento para justificar as interpretações dos escores requer também de outras fontes de evidência. Por exemplo, uma tradução de uma escala já existente deveria informar como essa tradução foi realizada, possivelmente incluir estudos qualitativos sobre o processo de resposta e sobre a forma pela qual os participantes entendem os itens — utilizando de entrevistas cognitivas, por exemplo.

Além da estrutura interna da escala, sua relação com outras variáveis é também fundamental, na medida em que essas análises permitam avaliar se estas relações são consistentes com as teoricamente esperadas caso a escala efetivamente meça o constructo proposto. Este processo pode incluir a sua relação com outras medições do mesmo constructo (evidência convergente), a relação com as medições de constructos diferentes com o objetivo de mostrar que efetivamente pode ser realizada uma distinção entre eles (evidência discriminante ou divergente), e a capacidade do instrumento para predizer distintos resultados relevantes (evidência de predição de critério).

Considerações finais

A análise da confiabilidade e da precisão de um instrumento adquire uma importância crescente à medida que seu uso tem consequências para as pessoas e para a sociedade. Estabelecer pontos de corte para realizar diagnósticos ou seleção de pessoas é um processo complexo, que utiliza metodologias e análises que vão além das mencionadas neste documento, tais como standard setting, avaliação da consistência nas classificações, criação de escalas para uma determinada população, etc. Em geral, a evidência que se espera que seja disposta por um artigo de investigação que se enfoque no estudo da validez e confiabilidade de um instrumento de medição varia em relação ao uso proposto do instrumento e ao estado atual da literatura.

Outras leituras recomendadas:

Strauss, M.E. & Smith, G.T. (2009). Construct Validity: Advances in Theory and Methodology. Annual Review of Clinical Psychology5, 1-25.

Borsboom, D., Mellenbergh, G. J., & van Heerden, J. (2004). The Concept of Validity. Psychological Review, 111(4), 1061–1071. 

Lista de verificação preliminar à submissão do artigo

Como parte do processo de submissão, os autores estão obrigados a comprovar que sua submissão cumpre com todos os elementos listados a seguir. Serão devolvidas aos autores aquelas submissões que não cumpram com estas diretrizes.

  1. O artigo não foi publicado previamente, nem está sendo submetido à avaliação por nenhuma outra revista (ou foi disponibilizada uma explicação a esse respeito nos Comentários ao editor/a).

  2. O manuscrito se ajusta às normas de publicação da APA.

  3. O artigo reporta o processo referente ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e se foi aprovado por um comitê de ética.

  4. O arquivo para submissão está em formato .odt, .doc, .docx ou .rtf.

  5. O texto foi escrito com espaçamento duplo, com fonte Century Schoolbook, letra tamanho 10, e todas as figuras e tabelas estão dispostas em folhas separadas ao final do documento.

Aviso de direitos autorais

Uma vez que um artigo é aceito, os autores deverão assinar um formulário de transferência dos direitos sobre o artigo à Psykhe.

O autor terá os direitos intelectuais da obra conservados e transferirá os direitos patrimoniais à Psykhe.

Declaração de privacidade

Os nomes e os endereços eletrônicos introduzidos nesta revista serão utilizados exclusivamente para as finalidades nela estabelecidas e não serão disponibilizados a terceiros ou para o uso com outros fins.

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